SEL - Salsicharia Estremocense

Enchidos

“Começou por necessidade de um casal ganhar dinheiro”, começa Francisco Arvana, fundador da SEL - Salsicharia Estremocense, localizada em Estremoz, no distrito de Évora, no Alentejo.

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Apresentado por
Michele Marques, Mercearia Gadanha


Texto de Patrícia Serrado
Fotografias de Vânia Rodrigues

“Começou por necessidade de um casal ganhar dinheiro”, começa Francisco Arvana, fundador da SEL - Salsicharia Estremocense, localizada em Estremoz, no distrito de Évora, no Alentejo.
A aventura remonta a 1980. “Havia um senhor com mais de 80 anos que tinha uma salsicharia em Estremoz e tinha uma barraquinha na praça [de Estremoz]”, conta. “Tencionava acabar com o negócio, porque se ia reformar e eu candidatei-me a essa barraquinha e à salsichariazinha que ele tinha, com 50 metros quadrados.” Comprou o trespasse e iniciou um novo percurso na sua vida.
O negócio da SEL evoluiu até à entrada do país na Comunidade Económica Europeia, em 1986. “Com a entrada na Comunidade Económica Europeia teve de haver uma mudança radical porque, aos olhos de hoje, o senhor nem queira saber como se trabalhavam as carnes, antigamente, em Portugal! Era uma selvajaria. Era impensável fazer-se, hoje, aquilo que se fazia há trinta e poucos anos”, comenta Francisco Arvana aludindo às condições de higiene de então.
A ausência de uma estratégia de marketing utilizada para a divulgação dos produtos da SEL surgia como um hiato que urgia resolver. “Então, enveredei por uma situação em que os nossos produtos têm de ser queridos, têm de ser desejados pelo consumidor. Fizemos estudos para que os temperos conseguissem agradar a um maior leque possível de pessoas e, para não abandonar o tradicional e cair na tentação do industrial, começamos a ir a feiras internacionais.” As idas a estes certames fora de Portugal tornaram-se, desde esses tempos, um imperativo para a empresa.
Apesar das máquinas fazerem parte do presente, o fundador da SEL não abdica do lado tradicional deste ofício apreendido através dos ensinamentos do pai, magarefe no matadouro de Estremoz. Nessa condição ia, na década de 1960, ao fim-de-semana, abater porcos de campo e levava o filho, para o ensinar como era a matança. “Enquanto os jovens vão aprender na universidade, eu aprendi com a vida”, conclui. Francisco Arvana não dispensa, porém, o conhecimento científico, pois considera que este complementa o conhecimento empírico e vice-versa.
Quanto à matéria-prima, o porco alentejano é, desde 1992, rei e senhor dos enchidos da SEL. A preferência recai na criação não intensiva deste animal alimentado, desta feita, de bolota. “É do melhor produto que há!” Seja nos enchidos, seja no presunto.
Sobre este último, o mentor da Salsicharia Estremocense assegura de que se trata de um produto de cunho nacional: “É um original nosso, mas fomos beber muito a Espanha”, país onde a quantidade de produção é maior e área comercial mais forte. Mesmo assim, Francisco Arvana não se dá por vencido. “A SEL vai destacar-se sempre pela diferença e pela qualidade”, garante. Sem esquecer as certificações nem a norma ISO, cujo objectivo consiste em melhorar a qualidade de produtos e serviços.