Hortelão do Oeste

Farinha Legumes Hortícolas Trigo Barbela

Em vez de seguir uma carreira na cozinha por conta própria, como tantos outros colegas fizeram, largou a jaleca e dedicou-se a tempo inteiro à terra.

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Apresentado por
João Rodrigues, Feitoria


Texto de Tiago Pais
Fotografias de Tiago Pais, Fabrice Demoulin

Durante anos, Miguel Neiva Correia fez parte das históricas brigadas do chef Aimé Barroyer, primeiro no Pestana Palace, depois no Tavares. Mas em vez de seguir uma carreira na cozinha por conta própria, como tantos outros colegas fizeram, largou a jaleca e dedicou-se a tempo inteiro à terra. “Percebi que havia um nicho de chefs à procura de bons produtos. Por isso, fui bater-lhes à porta”, conta. E o que é que levava? Os produtos que começara a produzir nos terrenos familiares uns tempos antes, com destaque para o tomate, que depressa se transformou no ex-libris do Hortelão do Oeste — hoje, conta, cultivam “mais de 200 espécies” diferentes do fruto. “2016 foi o nosso ano piloto, mas já crescemos muito entretanto”, afirma Miguel. Começaram por um terreno em Runa, arredores de Torres Vedras, e hoje exploram outros, também no Oeste, na zona da Merceana, junto a Alenquer. “Ao todo, devemos ter umas 400/500 espécies de produtos hortícolas”, contabiliza Miguel. “A nossa casa é um banco de sementes”, brinca. E não só: na quinta da família estão até, agora, a criar porcos e aves, sob a batuta do pai Rui Neiva Correia, um enólogo de profissão mas que sempre esteve mais ligado à vinha. “Gosto é de pôr as mãos na terra”, diz. Os resultados estão à vista.