À frente da Tunipex está Alfredo Poço, figura central na reativação e reinvenção contemporânea da almadraba em Portugal.
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Fotografias de Arlindo Camacho
À frente da Tunipex está Alfredo Poço, figura central na reativação e reinvenção contemporânea da almadraba em Portugal. Fundador e motor do projeto, Alfredo representa uma geração que não apenas preserva uma das mais antigas formas de pesca do Mediterrâneo — a "almadraba", também conhecida como armação de atum — como a reposiciona num contexto moderno, onde tradição, sustentabilidade e rigor técnico se cruzam.
A “armação de atum” está fortemente enraizada na cultura da região. Durante séculos, foi uma das atividades pesqueiras mais importantes do Algarve, estruturando a vida das comunidades costeiras. Não envolvia apenas pescadores, mas famílias inteiras e populações inteiras ligadas ao mar. Durante o período de safra, que durava cerca de seis meses, eram criados na praia aglomerados de casas conhecidos como arraiais, onde as comunidades viviam em permanência, organizadas em torno do ritmo da pesca.
Esta prática tem origem anterior à era dos Descobrimentos e manteve-se ativa durante mais de 400 anos, marcando profundamente a identidade do litoral algarvio. O seu declínio ocorreu de forma abrupta no início da década de 1970, interrompendo uma das mais estruturantes tradições marítimas do país.
Em 1991, é lançado um projeto para a reconstrução da “armação de atum”, com a colaboração do INIP (Instituto Nacional de Investigação das Pescas), comunidades locais e outros parceiros. Em vez de replicar apenas os métodos históricos, o projeto integra novo conhecimento técnico, recorrendo a tecnologia e know-how japonês — reconhecido internacionalmente como o mais avançado no domínio das armações de pesca. Esta nova fase inicia-se em 1994 e prolonga-se até hoje, dando origem a uma nova cultura de pesca no Algarve.
É neste contexto que surge a Tunipex. A empresa foi formalmente estruturada na década de 1990 e desenvolve a sua atividade a partir de uma almadraba instalada ao largo da costa algarvia, com apoio em terra, em Olhão, onde decorrem as operações de receção, seleção e logística do pescado.
O sistema baseia-se num método de pesca passivo, guiado pelo comportamento migratório do atum rabilho e por estruturas submersas fixas que respeitam o ecossistema marinho. Os peixes entram voluntariamente na estrutura de redes e são conduzidos por compartimentos sucessivos até à câmara final, onde são capturados de forma seletiva e controlada. Este método permite uma captura mais seletiva, menor impacto ambiental e uma melhor qualidade do peixe, com níveis de stress significativamente inferiores à pesca ativa.
A Tunipex está empenhada em desenvolver a indústria da pesca em Portugal e procurar o potencial da pesca de rede combinando a tradição, cultura e tecnologia moderna Portuguesa e Japonesa.